páscoa!

abril 16, 2014

Nunca fui de comemorar a páscoa, minha família não comemora nada que tenha cunho religioso. Mesmo assim, algo que sempre amei nessa época foi comer ovos de páscoa. Eu sei, a gente reclama que os preços são abusivos (e são) quando a gente compara com o preço dos mesmos chocolates em barra, mas nada se compara pra mim ao barulhinho do papel desembrulhando o ovo, vê-lo ali exuberante, dar uma mordidinha na pontinha e vê-la quebrar na minha boca, descobrir quais bombons vem dentro… Pra mim é uma experiência única! Não que eu compre muitos, mas gosto de escolher algum toda páscoa, não pelo significado, mas porque gosto de comê-lo! #teambaleinha

Sei que muita gente gosta de fazer bacalhau nesses dias, ou mesmo receitas com chocolate, por isso deixo aqui algumas sugestões:

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bacalhau ao azeite saborizado é uma das receitas mais famosa do blog. Eu adoro, é saborosa, prática e é dessas que eu repito sempre em casa, sabe como? O bolinho de bacalhau é super tradicional aqui também. Aprendi essa receita lá na terrinha da minha família, Porto, em Portugal. Pra quem tá passando calor, a salada de bacalhau com lentilhas é incrível!

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Já pra parte do chocolate, o bolo gordo já é tradição e é também uma receita muito conhecida do blog. Pra quem quer uma receita fácil, o bolo da Carole lembra um ‘petit gâteau’ grande. É um bolo que ela mesmo inventou por não poder comer glúten. Finalizando, uma receita que passamos n’O Chef e a Chata, a torta de oreo, chocolate e caramelo de castanha de caju que todo mundo que faz tem amado! Boa páscoa a todos!

tournedos de filé com gratinado de batatas e cebolas ao vinho

abril 14, 2014

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Quando terminei de assistir esse último episódio da temporada, fiquei rindo aqui sozinho, lembrando de quando gravamos, de todo o processo que foi fazer e colocar no ar esse projeto… E é em grande estilo que a gente encerra! A ideia desde o princípio era ensinar dicas de cozinha a começar por pratos mais simples até a alguns mais elaborados. O prato de hoje é aquele que ao servir impressiona todo mundo, mas, como dá pra ver no video, não é difícil de fazer.

Aproveitei pra mostrar também como limpar e cortar uma peça de filé mignon (essa já veio semi limpa sem o cordão) e fiz dois acompanhamentos incríveis, que você pode fazer como guarnição para outras carnes também: mini cebolas caramelizadas no vinho e um gratinado de batatas delicioso.

Gratinado de batatas

600 g de batata

50 g (4 colheres de sopa) de manteiga

1 dente de alho grande

150 ml (1/2 xícara + 1 colher de sopa) de leite

200 ml (3/4 de xícara) de creme de leite fresco

100 g (1 xícara) de queijo gruyère ou parmesão ralado

sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Junte o leite, o dente de alho somente descascado, sal, pimenta do reino e noz moscada em uma panela. Leve para ferver. Atenção pra não deixar o leite subir e derramar assim que ferver! Desligue assim que levantar fervura.

Num refratário unte com a manteiga. Não precisa usar todo os 50g, reserve a manteiga que sobrar, mas deixe o fundo bem amanteigado para que a batata não agarre ao ir ao forno. Descasque as batatas e fatie em finas lâminas. Vá montando no refratário camadas dessa batata em lâminas, como se fossem escamas de um peixe. De preferência não faça muitas camadas, use um refratário maior e faça no máximo dois dedos de altura do refratário em camadas. Despeje todo o leite em cima das batatas, retirando o dente de alho. Coloque também pelotinhas da manteiga por cima. Cubra com papel alumínio e leve ao forno quente (220ºC) por 30 minutos.

Aqueça o creme de leite numa panela, e assim que descobrir as batatas do forno, regue com ele. Cubra com uma camada de queijo ralado e volte ao forno por cerca de 30 minutos. Até que esteja uma camada bem dourada por cima!

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Mini cebolas

16 mini cebolas

200 ml (3/4 xícara) de vinho tinto seco

120 ml (1/2 xícara) de água

50 g (5 colheres de sopa) de açúcar

2 colheres (sopa) de manteiga

Descasque as mini cebolas e refogue-as na manteiga. Assim que começar a dourar jogue o açúcar. Quando ele começar a caramelar, adicione o vinho e a água. Deixe cozinhando em fogo baixo até que as cebolas fiquem macias e o vinho esteja bem reduzido.

Tournedos

Tournedos de filé mignon (no vídeo ensinamos como retirá-los a partir de 1 peça inteira de filé mignon)

Óleo, manteiga ou azeite (cerca de 2 colheres de sopa)

sal

pimenta do reino

Aqueça o óleo em uma frigideira. Quando estiver quente, sele os tournedos. Vire para o outro lado e tempere com sal e pimenta. Vire de lado de novo e tempere também. Retire da frigideira e reserve.

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rendimento 4 porções

tempo de preparo cerca de 1 hora e meia

dificuldade média

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carta amarela #79 – tão longe tão perto

abril 9, 2014

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Belo Horizonte, 9 de abril de 2014

Queridos amigos,

Não me esqueço quando, há pouco mais de um ano e meio, ele me perguntou: como digo amour em português? Amor, eu disse. E como dizer, de forma fofa, quando algo é petit? É só colocar um ‘inho’ ou ‘inha’ no fim da palavra, dependendo se é uma palavra no masculino ou feminino. Desde então, ganhei o apelido de amorinho. E nunca quis explicar que na nossa difícil língua portuguesa ainda entrava um “z” ali no meio.

carta79

Dessa vez foram 7 meses de distância. Saí de casa com mais de uma hora de antecedência. Peguei uma Cristiano Machado toda engarrafada. O carro nunca andava. Eu nervoso. As músicas no celular repetiam após tocar todas. E eu nunca chegava ao aeroporto. Estacionei o carro com dificuldade. O aeroporto, todo em obras. Peguei meu bilhete do estacionamento. Tentei guardar mentalmente onde o carro estava e marchei em direção ao portão de chegadas. Pessoas se abraçando. Pessoas emocionadas, esperas longas. Mas ele já não estava mais lá. Comecei a procurar, e quando vi, ele estava bem atrás de mim. Um grande sorriso no rosto, uma mala enorme metade vazia pra levar tapioca na volta, e um pequeno puxão de orelha porque eu não estava lá na hora em que chegou. Abracei forte. Assim, forte, forte, forte.

Ter um relacionamento à distância é aprender a esticar os laços, quão longe eles puderem ir. É difícil, mas tenho vivido dessa forma experiências notáveis. A espera fatigante é recompensada, ali mesmo ao buscar no aeroporto. Os poucos momentos juntos são muito mais intensos. É um querer não dormir, é um querer tocar o tempo todo. No meio tempo a gente vive de palavras. De emoções. De sensações. Um constante recordar do outro. Longas conversas por facetime. Contagem regressiva por ali mesmo quando é meia noite de ano novo lá na França e algumas horas depois quando é meia noite por aqui. Presentes e cartas pelo correio. Mensagens desencontradas do fuso do horário. Um aprender de línguas diferentes. Experiências sensíveis e tocantes nunca antes vividas. E a gente tem tempo pra gente mesmo, pra se descobrir e descobrir o outro. E fazer o sentimento crescer. Talvez seja assim mesmo: quanto mais longe estiver, mais perto do coração.

A gente desdobra o fato de não poder se tocar em outras coisas. Em conversar mais. Em conhecer mais o outro. Em ter todo dia coisas novas pra contar naquele pequeno contato diário. É também um não brigar da convivência diária, é um quase morrer de sentir falta, mas entender que dias muito felizes ainda virão assim que possível.

Guardo as coisas boas e não deixo esgotar os bons momentos em que estamos juntos. Assim a sensação dura. E são esses breves momentos que a gente passa junto no ano que impregnam em tudo o que diz respeito a nós.

Um pedacinho de tempo que se converte em eterno. Um z que em nada falta no mais amoroso amorinho.

Gui

cheesecake clássico com calda de morango

abril 7, 2014

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Hoje o cheesecake não é de nutella! O estilo desse é diferente também. Aprendi a receita com uma amiga americana que fez o curso de pâtisserie comigo, a Steph. É daqueles cheesecakes assados, tão fáceis quanto os não assados, mas que verdadeiramente tem uma textura mais de “bolo”, como diz o próprio nome. Sei que muita gente vai dizer: Mas é muito cream cheese! É assim mesmo e é isso que dá o charme e o sabor dessa receita. A calda vem pra dar um toque super gostoso e uma cor incrível. É nossa última receita doce da temporada e estamos fechando da melhor maneira possível!

Massa:

160g de biscoito maisena

80g (7 colheres de sopa) de manteiga sem sal

1/2 colher (chá) de canela

Recheio: 600g de cream cheese

150g (1 xícara) de açúcar

1 colher (sopa) de extrato de baunilha

1 colher (sopa) suco de limão

3 ovos

Calda:

300g de morango

100g (3/4 xícara) de açúcar

Suco de um limão

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Triture o biscoito no liquidificador ou processador. Misture ele com a manteiga e a canela, usando as mãos. Espalhe sobre uma forma de fundo falso, cobrindo todo o fundo dela (usamos uma de 23 cm de diâmetro). Reserve. Preaqueça o forno a 160ºC. Faça o recheio: Bata o cream cheese na batedeira até amaciar bem, adicionar aos poucos o açúcar em velocidade baixa. Acrescente a baunilha, o suco de limão e os ovos. Bate até que a mistura esteja homogênea. Coloque sobre a massa na forma e leve para assar por 30 a 40 minutos. O segredo é quando você olha por cima e está fosco, não brilhante, talvez com algumas rachaduras por cima. Deixe esfriar e leve à geladeira por pelo menos 30 minutos. Só desenforme depois disso, pois ela pode quebrar se retirada da forma quente. Faça a calda: Retire os cabinhos do morango e pique-os grosseiramente. Coloque numa panela com o açúcar e o suco de limão. Aqueça em fogo baixo, mexendo de vez em quando até que tome consistência de calda. Se quiser uma calda bem lisinha, bata a mistura no liquidificador, ou pode servi-la cheia de pedaços de morango mesmo.

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rendimento 1 cheesecake de uns 10 pedaços

tempo de preparo 30 minutos + 30 a 40 minutos no forno 

dificuldade média

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